terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

um desejo dois

Redigindo agora palavras não comuns a mim, de forma clara e direta, o meu desejo de ir a Brasília continua, porém tomarei outros rumos. O tal do "querer não é poder". Antes o querer me amarrar a corda, hoje o poder ter uma corda para lançar onde achar necessário. Acabei de voltar de São Paulo e a sensação de estar fora já foi de bom tamanho. Fora daqui; fora do eu; fora do bolo que existia. Não que eu precise sempre viajar para que possa me perceber, mas vejo que é bacana sair do picadeiro e visualizar as atrações da plateia, ver o outro lado. Ou até mesmo ir para os bastidores e repensar em um novo número. Não me pergunte qual número, no caso no circo, eu faço. Talvez todos, nem eu sei corretamente. Mas repito com vontade: É muito preciso olhar no espelho, me ver e sempre retocar a maquiagem.

domingo, 22 de janeiro de 2012

um desejo

se eu pudesse escolher um lugar para estar agora: fora daqui.

uma hora cansa (novamente o mesmo discurso), não aguento tanto fermento aumentando o tamanho do bolo.

um desejo: que o bolo seja consumido.
um problema: o bolo queimou.
uma vontade: olhar para mim.

uma hora cansa se preocupar com os outros, fazer demais para os demais. na realidade ninguém precisa saber o que se passa com você - ai está a surpresa para alguns: você é frio pra caramba!

uma coisa que ninguém enxerga: é tudo embalagem.

se as pessoas pudessem deixar sua ignorância e julgamentos de lado, as complicações seriam outras.

no momento: afasto-me e faço de propósito, é necessário!
me decidi: quero ir para Brasília. no momento em que eu mais precisei, surgiu uma corda puxando-me do poço... e só a encontrarei novamente por lá.

o maior desejo do momento: me amarrar a essa corda.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

no momento: raiva 2.0

quão leva perceber que chorar cansa? sofrer, reclamar, teclar, estar e relaxar... tudo isso também cansa, correto? a dificuldade em conversar, onde está? a preocupação com o outro, onde foi parar? já parou para refletir se não tem nada de errado acontecendo com a pessoa que está ao seu lado, que enquanto ela sorri no dia-a-dia, - na verdade - está machucada? já se olhou e pensou o quanto de preconceito você está carregando? já se perguntou se fez algo de errado e não encontrou respostas? esperar também cansa, sabia? a porra que estraga tudo é não ser compreendido.



Sei como que as coisas são
Mas nunca que vou compreender
Ignorância e julgamento sem porquê
Idéias que foram deixadas para trás
seguir em frente, o que passou não volta mais

Facilmente não existe por aqui
Simplesmente não é assim como se diz
posso até estar errado, mas não penso em desistir

Desconfio que foi sempre assim
Chega de mentir e de iludir
Encarar de frente é o que temos a fazer
Desconfio que é bem melhor assim

Ouvi dizer, muitos não estão mais nem ai
Para as palavras de um homem que está bem perto daqui
Melhor correr enquanto há tempo para nós
Antes que tudo vá pros ares sem ouvirem a nossa voz

CPM22 - Desconfio (sim)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

no momento: raiva

situações desnecessárias e desagradáveis que estragam a noite, o dia, a vida de um ser humano. tenho a impressão que solução seria a compreensão em saber que existem diferenças e momentos. ninguém é igual. e as nossas ações parecem ser sempre resultado do que sentimentos e queremos, mesmo que inversas. ninguém sabe, ninguém viu, ninguém nunca ouviu falar o quão é difícil não conhecer a pessoa que está ao seu lado há... desde que você nasceu. (palavrões)

domingo, 13 de novembro de 2011

e o amor?

não foi o amor que acabou, sim a história construída e montada pelo monstro escondido debaixo da minha cama, que voltou a dominar todo o meu quarto e me perseguir pelos dias que se seguem. e quanto ao amor, o choro não comove a mim... prejudica você! permita-se as possibilidades e construções, os caminhos são diversos. e quais personagens vão estar? isso não posso confirmar, mas eu adoro os super heróis, é tudo ficção mesmo.

[aqui entra uma foto revelada, mas que eu rasguei. perdi]

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

empada

Digamos que você estuda em uma universidade pública e não concorda com o que acontece por lá: o sistema é falho, as operações não condizem com os fatos, muito tudo errado. O você faz? Junta seus amigos e luta pelos seus direitos, afinal (são tantos motivos que não caberiam aqui). Você não entrou ali atoa, nem de graça. Se esforçou o bastante para conseguir ingressar em uma ótima universidade que é bancada pelo estado e - putz - não consegue se desenvolver de maneira correta, pois a situação está péssima.

Então me diz se agora você fosse estudante em uma faculdade particular, cuja mensalidade custa quase quinhentos reais, procurando lá se desenvolver no mundo acadêmico para atingir o mercado profissional de maneira promissora, quando de repente... encontra problemas operacionais e sistemáticos... o que fazer? | Independente da cidade que você resolveu estudar |

Se na universidade pública, onde - diretamente - você não paga seus estudos, você luta pelo que é de direito seu, em uma faculdade particular - onde você paga pelos serviços e bens lá oferecidos - você vai fugir por achar 'coisas' erradas? Vai trocar de faculdade, é isso? Dar as costas para o lugar que você investe no seu futuro, porque ele não está condizente com o que dizia ser? Até onde vai o poder do consumidor em exigir o que lhe é oferecido? Porque existem pessoas que reclamam, reclamam e desaparecem do universo reclamando sem nada terem feito para mudar o que achavam estar errado? Mudar de faculdade em uma certa altura do campeonato por enxergar falhas? Não seria melhor você conseguir muda-las, agindo ou exigindo? 500 reais mensalmente pra quê, né?

O direito de reclamar e querer mudar é de qualquer um, principalmente daquele que está em dia com suas obrigações. Correr atrás da mudança e fazer com que o problema acabe antes do fim é para poucos. Amanhã poderá ser um tormento e atrapalhar o desenvolvimento de uma pessoa que está prestes a ingressar na mesma faculdade que você e amanhã sentar na cadeira que era sua. O problema é estar e ficar relaxado vendo situações extremas e erradas acontecerem... Esse é o grande problema das pessoas que pagam pelos serviços, a tal comodidade.

Minha gente, essa empada que pedi está com pouco queijo. Próxima lanchonete.
E quem dirá aos senhor da lanchonete que a sua empada precisa de mais queijo?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Para ser sincero....

Escrevendo aqui com uma caligrafia feia, palavras sem nexo, desordenadas e confusas, venho dizer-te que o preço que estou pagando pelo desejo de sentir seu coração batendo saudável custou-me dores, também. Não é que seu coração estivesse um dia em pedaços, pois sei que ele é um bom coração, mas vê-lo livre é o meu conforto. Seus sorrisos - então - sempre tão brilhantes e sinceros, alegrando as mais e tantas diversas muitas ocasiões... onde estão? E eu, o que posso exigir? Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos... Se dane o evangelho e todos os orixás... Nem em um Dueto com Chico consta o que terei.

Peço-imploro-quero que o tempo passe rápido, pois se continuar assim eu não aguentarei. Assim como é dolorido para você, é para mim. Nos últimos dias perdi 4 pessoas. E quando falo que perdi, quero dizer que nada será como antes... E eu não posso com isso.

Que você encontre coisas boas, as que não pude dar. Você é plural e ímpar!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Protestos, campanhas e redes sociais

A respeito das campanhas em combate a... nas redes sociais.

"100 mil usuários trocam suas fotos de perfil no Facebook por campanha contra a violência infantil."

Será que a troca da imagem de perfil irá combater o abuso infantil? Essa parece não ser a proposta da campanha, - pois a fundo - ela foi criada como representação à preocupação com a violência infantil e as demais formas de abusos. As críticas a cerca da movimentação e do alcance da campanha nas redes sociais só não supera a quantidade de perfis que fizeram a troca. Entendida como manifestação e protesto contra pedófilos ou exploradores infantis (ela também é), a campanha na verdade se alia ao sentimento nostálgico depositado nas imagens dos desenhos, com a identificação do quão foi/é bom ser criança e a sensibilidade ao pensar e observar a situação das atuais crianças (de conteúdo e acionais).

A campanha se expande e chega aos grupos reais, face a face. E esse parece ser o foco não pretendido, mas alcançado: tomou grandes proporções e gerou discussões a respeito do que não foi, já está ou será feito para combater a violência infantil. É agora tomado como tema em conversas de bares, reuniões, faculdades e - finalmente - governamentais.

Não. Não foi a troca da foto do meu perfil que combateu o abuso infantil, mas a mobilização de 100 mil pessoas para um determinado assunto, que por ora estava esquecido e precisou de ações e discussões para ser lembrado. A força da mobilização ganha e tem dimensões cada vez mais extensas, mas assim como no mundo real, sempre existirão os que são contra e os que estão deitados no final do pêlo do coelho, que está na cartola do mágico. Eles não se preocupam em ir ao topo olhar o que é, o que está acontecendo e qual será a solução. Nada fazem, apenas esperam.

E se você acha que de nada adiantou uma mobilização em uma rede social e que as 100 mil pessoas deveriam se juntar para doar um brinquedo cada, comece sugerindo e não criticando. Seja o primeiro a dar o passo e a reunir o seu grupo para fazer doações. Mas saiba que dar um presente não é a melhor maneira de resolver o problema dos outros, o nome disso é mascarar. São situações diversas e contrárias e para cada uma há de ter uma solução.

A quem aderiu a campanha: parabéns e obrigado. Isso mostra não só uma preocupação e apoio aos que sofrem com os abusos infantis, mas a consciência à participação coletiva (e necessária) diante das redes de relacionamento. A você que não aderiu, eu sei que se importa e também é preocupado com os abusos, mas repense quanto ao seu silêncio diante das situações ou as suas palavras.

A recomendação é a procura pelo ângulo positivo da situação e construir, através dele, ações positivas e construtivas. rs

ps: Porra, que saudade da minha infância!