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domingo, 13 de março de 2011

sofia para sempre

Hoje conversei com Sofia. Voltamos àquela conversa do pêlo do coelho - aquele que fica na cartola do mágico -. E eu a relatei que estive subindo esses dias na ponta do pêlo, para verificar uns acontecimentos. Ah, você não sabe da conversa? Vou contar!
Sofia um dia me contou que estivera discutindo com seus amigos e chegou a conclusão que o homem é um ser relaxado na medida em que vai crescendo, se tornando adulto. Como explicar isso? Tal como o número do coelho branco que fica na cartola preta do mágico e é retirado toda vez para "revelar" o mistério, nós também fazemos parte de um mistério, mas diferente do coelho, somos consciente de que estamos participando de um enigma e procuramos explicações para ele. Mas não tão simples, afinal o homem nem sempre questiona sua presença e ações. Voltando ao coelho, digamos que o pêlo do coelho-da-cartola seja uma linha de nossa vida. Quando bebês, estamos na ponta do pêlo, observando e questionando tudo a nossa volta, procurando saber o que vai acontecer depois, antes, durante e a cada momento, e ao passar do tempo nós vamos descendo esse pêlo e aceitando tudo o que acontece. Quando adultos, nós já estamos no final do pêlo do coelho, lá embaixo, onde o máximo que conseguimos enxergar são outros pêlos, iguais e refletindo uns nos outros .
Eu, onde estou, sei bem que ‘tudo’ é um mistério e, hoje, posso dizer que não estou relaxado ao final do pêlo-do-coelho-da-cartola e sim no topo; no topo do pêlo e o coelho está fora da cartola, assim o mistério já foi desvendado (o do coelho). A procura pela resolução do enigma é demorada e Sofia sempre me diz que em alguns momentos não vão existir respostas, e sim outras perguntas. Eu não penso em desistir por não encontrar razões. Eu estou na ponta, meu caro. Eu quero é participar do enigma; Eu quero estar no enigma. Desvendar – um dia -, será um pequeno prazer comparado a estar nele.

Se quiser conversar com Sofia, eu indico O Mundo de Sofia. Papo não vai faltar!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

o segredo?

Um dia li: "O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você." Concordei até certo ponto, afinal é preciso se dedicar à suas ações, seu mundo, suas conquistas, zelando você - se valorizando. Mas até onde cuidar do seu jardim & não correr atrás das borboletas é o segredo? É só ter a vara de pesca e a isca no anzol que eu vou conseguir alguns peixes??? E o mar, não existe? Não gosto da parte em que diz que não correr é necessário... Nada de esperar borboletas loucas por um belo jardim! É preciso correr atrás das borboletas -SIM-, mas claro, cultivando o seu jardim, para quando as trouxer, elas viverem bastante. Chega de esperar!!! Prepare-se, explore, busque, faça valer e aproveite.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O que você quer ser quando crescer?

Alguém já te fez a seguinte pergunta: O que você quer ser quando crescer?
E a partir daí você entrou em um mundo inexplorado na sua mente, para poder dar àquela pessoa uma resposta exata. Percebeu que não encontrara a resposta e começou, então, a entrar em conflito consigo mesmo. - afinal, o que ser quando crescer? - Tudo bem não dar essa resposta àquela pessoa, ainda não era a hora de se decidir, nem tinha crescido e que pergunta chata, eu queria aproveitar minha vida, ah sei lá... Você pensou assim, né? Daí vai chegando um momento em que você precisar dar essa resposta, não a alguém, mas para si mesmo. - E agora, o que eu quero ser quando crescer? - Passa, então, aquele momento da sua vida que se aproxima do vestibular e você, realmente, precisa da resposta. Para você, naquela época, é o vestibular que vai definir teu futuro, então o que escolher? Você pode ser o que quiser... Médico, engenheiro, advogado, arquiteto, jornalista... Mas você não se encontra em nenhum. E agora, fudeu tudo?


"Ah, P... de vestibular!!!"

"Ahhh, todos os meus amigos estão fazendo para administração, sei lá o que eu quero, vou fazer isso mesmo, arranjo trabalho fácil."

"Toda minha vida sempre quis ser médico pediatra, cuidar das crianças e "admirar seus sorrisos, que não foi fácil arrancar, afinal antes eram choros de medo da sala do médico". Então me decidi seguir carreira na medicina e me dedicar inteiramente às crianças. Desde a minha 8° série eu penso assim. O maior trabalho, com certeza, vai ser entrar na faculdade, mas para isso irei focar nos estudos e conseguir realizar meu desejo."

"Meu pai quer que eu faça direito, como ele, afinal ele já tem uma empresa, então já me arranjo por lá. Minha mãe o apoia. Já eu sempre gostei de desenhar e escrever, até já sonhei em trabalhar para um marca famosa, desenhando algumas coisas e fazendo poesias em cima dos desenhos. Eles nunca me deram abertura para eu desenvolver meu gosto. Vou fazer direito para agradá-los, afinal devo minha vida a eles e sei que ficarão felizes."

Na hora que você está martelando para descobrir o que quer ser quando crescer, você se encaixa em um desses três exemplos, não inteiramente igual, mas no que eles possuem: indecisão, impulso, compromisso, sonho ou agrado. E, que apesar daquela tia chata no seu ouvido dizendo que é melhor fazer relações internacionais em Paris, você chega a uma decisão - pode não ser a certa ou a que realmente teria de ser realizada, mas você diz a reposta na hora do vestibular. Pronto, tá ai seu futuro, está na faculdade. "Vou crescer e ser o que sempre quis... ou o que der". Entra na faculdade que escolheu, se admira com tudo, inclusive com as opções que lá existem... e se engana, achando que era o vestibular que diria o seu futuro. Lá você acaba enxergando que a faculdade é apenas uma porta para você abrir e seguir... A decisão ainda não foi tomada, na verdade, a decisão do vestibular não foi praticada. A melhor parte da decisão (mal) tomada, é que ela pode mudar, mesmo depois de feita. Você descobre que já está crescido, mas se vê ali, diante de múltiplas opções para crescer mais, mesmo que aquelas não sejam as opções que você pensava que existiriam no seu tempo de colégio: "Quero ser médico! PLIM!" À medida que sua vida vai passando, você vai rastreando seus gostos, peneirando-os, aprimorando suas experiências e buscando interesses que às vezes poderiam estar ocultos. Vai descobrindo que pode ir além de suas decisões. Pode fazer acontecer e ser o que quiser quando crescer, ainda que tendo dúvidas.

Eu já passei por várias dúvidas, em relação à vestibular: Já passei por Ciências Contábeis, Ciência da computação e Odontologia. Hoje curso Publicidade e Propaganda, sou fotógrafo e quero trabalhar como redator, mídia ou atendimento. - Não canso de me questionar e tentar, só assim eu cresço.

Ps: Acabei de prestar vestibular para Ed. Física, pois sou apaixonado por academia - na verdade é um vício-, e que posso tornar um trabalho satisfatório. Mas... Estou com uma dúvida: Será que não pega mal eu ter duas faculdades distintas no meu currículo? Tudo bem! Tenho tempo o suficiente pra me questionar, pesquisar, SABE LÁ... Mas pode ter certeza que nunca abandonarei a paixão por fotografia, pessoas e letras. Para algumas coisas eu encontro resposta e me contento, mas há algumas em que não compreendo e ainda assim aproveito.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

o coração tem razões que a própria razão desconhece


Razão afasta, sentimento une... Razão parece ser rabugenta, feia e grande como o Shrek, o sentimento, puro e indefeso como a Princesa Fiona. Aqui é preciso dizer que razão e sentimento podem caminhar para lados opostos, mas que sentimento é uma razão. Porém é necessário entender os diferentes lados da mesma. Também podendo ser entendida como sentimento - emoção -, a razão nasce com o homem e em sua vida ele a desenvolve e exerce. O homem limitando-se apenas a se camuflar por entre seus "motivos", não se dispõe a enxergar a capacidade de pensar e expor sua autenticidade. Talvez por medo, ou preconceito, ele a desconheça e qualifique tal como uma pessoa julga um desconhecido por sua aparência, assim é preciso conhecer a essência e a verdade que pode, de forma abusada, ser compartilhada.
Você é do tipo que usa a razão ou a razão?