sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

livre-se

"Temos que parar com essa história de nos preocuparmos tanto com as opiniões dos outros. No caso do amor, se ninguém se questiona por que a paixão começa, por que vai se questionar quando ela acaba, achando que a culpa é dela? Temos que ter mais humildade e aceitar que a paixão vem e vai”.


( Livre-se desse complexo de rejeição http://uol.com/bfHB3 )

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Para sempre Alice

Significado do nome ALICE:

1. Verdadeira, justa, a defensora.
2. Você está sempre pronta a se aventurar, muito cheia de energia, possui uma personalidade ativa e decidida. Não vê graça numa vida sem desafios. E por ser uma líder por natureza, atrai as outras pessoas com seu entusiasmo. Mas é importante tomar cuidado e não se tornar uma pessoa teimosa.

Talvez meu amor por Alice seja esse: Identificação. Faço um resumo: Justa, aventureira e teimosa. Isso basta para ser Alice, seja No país das maravilhas, Através do espelho ou em Para sempre Alice. Ela é ímpar e no plural, está presente em todas, apenas se mostra de maneiras diferentes. E todas as histórias que contém Alice, aparecem com um singular: Arriscar-se.



Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho. Não tive oportunidade de ler o livro original de Lewis Carroll, peguei apenas na edição comentada, que pra mim, só as ilustrações bastam. Os comentários são bem profundos e mostram a história com uma semiótica, se assim posso dizer, interpretando trocadilhos e desvendando enigmas. E se formos falar da Alice presente em nós, digo que sempre existem os autores da vida que estão tentando nos decifrar. O que, confesso, é bem trabalhoso.


Então Alice no país das maravilhas se transforma em filme. A Disney adapta o livro e o torna um clássico da literatura infantil, o que muitos duvidam, visto que em No país das maravilhas há muita psicologia adulta. E vejamos, até que eles pegaram leve com o desenho, e embora permaneçam os traços do livro, é impossível seguir a risca os pensamentos e ‘alucinações’ de Carroll. Já Tim Burton, com efeitos obscuros e avançados possíveis hoje em dia, transformou o clássico infantil em uma história quase que sombria, com mais ação e voltada para o público adulto. Se as críticas dizem que Alice, por Burton, foi um marco (também por ser em 3D), quem sou pra dizer o contrário? Na verdade eu afirmo: Tentador.


A HBO lançou, em 2008, a série Alice que continha traços, de fato, do livro de Carroll. Alguns episódios chegaram a ter o mesmo nome dos capítulos e os personagens estavam presentes também, só que de outras formas. Diferente do clássico, Alice era adulta, prestes a casar e estava para desvendar São Paulo. Para ela era mais do que conhecer, era se arriscar em um mundo jamais visto, assim como no país das maravilhas. Alice passou a ver São Paulo como um verdadeiro paraíso, repleto de possibilidades e reinvenções, mas correu graves riscos também. Deveria não dizer isso aqui, mas de todas, Alice na HBO foi a qual me apaixonei mais. Ela é aventureira, como as outras, porém sua presença se faz mais verdadeira, talvez por se passar na cidade grande, com cenas que já vivi e com um roteiro e redação, que aqui pra nós, aprendi muito com as palavras ditas. Não tem como fazer o mundo parar de girar (...) tanta coisa que eu queria dizer pra tanta gente e não disse (...) a vida não é fácil, mas é uma só e o único jeito que a gente tem é enfiar o pé no acelerador e sair vivendo.Trechos


Outra série que me chamou atenção, e que não sai por baixo, é Alice pela SYFY. Na versão do canal, Alice é morena, mais velha e o mundo de fantasia é misturado com a ficção cientifica. Dizem que a história original perdeu um pouco do sentido, até pelas cenas ‘toscas’ e clichês, mas não seria tão bom se fosse igual. A série teve dois episódios, apenas, porém longos. O que chama muita atenção, além da cor do cabelo e do modernismo, é que nessa versão uniram as duas histórias de Lewis Carroll: No País das Maravilhas e Através do espelho - Finalmente lembraram-se do espelho -. E Alice continua sendo Alice: Independente, perdida e impetuosa.


A Alice mais conflituosa que conheci, sem dúvidas, foi em A Casa de Alice. Assim como o livro de Lisa Genova (que falarei logo abaixo), o filme de Chico Texeira é repleto de dramas e sofrimentos. O filme nos permite entrar na casa de Alice, viver e ver o mundo por Alice. Vemos agora aquele mundo de aventuras e teimosia por um outro lado, observamos os personagens com pré-julgamentos e ao final percebemos o quanto eles já estão condenados. Alice é indecisa, preocupada e cheia de segredos assim com os outros personagens e isso que torna a história única, restando apenas reconhecer os defeitos e dar lugar a sinceridade imposta. Ah, Alice... sempre acreditei na sua verdade.



Alice não parou na Disney, nem nas telas. Com o passar dos anos os autores da vida perceberam que Alice sempre esteve presente, transcrevendo isso, por exemplo, em Para Sempre Alice, de Lisa Genova. Um livro em que Alice é uma renomeada psicóloga e que se descobre com Alzheimer, mudando seu relacionamento com o mundo e as pessoas a sua volta. E pode não parecer com a Alice nos país das maravilhas, mas Lisa escreve: “E, quando não há mais certezas possí­veis, só o amor sabe o que é verdade. De alguma forma e apesar de tudo, Alice é para sempre.”


Então eu percebo: Alice Zanetti, Alice Liddell, Alice Hamilton e Alice Howland estão ligadas, por seus nomes e pela certeza de que Alice sempre será Alice. Acredito que ainda verei muitas Alices, em diferentes histórias, mas com a mesma vontade de se arriscar. E caso você não conheça alguma dessas histórias, eu super indico, seja o livro ou filme, você se apaixonará por Alice.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

I thank

I'm sorry for not to go to see you at Recife. But...

"And I'm so grateful to be here...
Yes I. Yes I...."





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

na volta

É que a gente sempre fica confuso com as pistas que a vida nos dá. É preciso acertar bem que peças encaixar, que caminho seguir e tomar muito cuidado com tudo a sua volta. Tem pessoas que acreditam que o mundo gira em torno delas. Eu já pensei assim. Hoje eu sei que o mundo gira em torno do mundo, e apesar de cada pessoa ter seu próprio mundo, e talvez fazer parte de apenas alguns mundos (conotativamente falando), todos estamos conectados e tudo acontece em torno de todos - nunca envolverá uma pessoa só -. Ai você encontra a dureza ao querer amadurecer: Aceitar que a vida é vivida por você e - também - pelos outros. Que será impossível querer desfrutar a vida sem ter pessoas a sua volta opinando sobre isso ou aquilo. Por mais que em alguns momentos seja chato, certas vezes faz-se necessário. E ainda que você diga que não precisa de ninguém dizendo o que deves fazer, é sempre bom ter alguém para dizer quando algo não está correto, mesmo que ela ultrapasse. Mas nada disso te impede de viver. É só dar uma chance pra vida e juntar aquelas peças que você achar menos dolorosas... Viva!



Quanto a motivos, são necessários para querermos viver ou basta ser? E para dar um UP na vida? Acredito que certas vezes precisamos de motivos para querer (e) crescer na vida. Eu tenho várias razões e motivos que me fazem correr atrás, mas esses eu deixo para outro post.