A respeito das campanhas em combate a... nas redes sociais.
"100 mil usuários trocam suas fotos de perfil no Facebook por campanha contra a violência infantil."
Será que a troca da imagem de perfil irá combater o abuso infantil? Essa parece não ser a proposta da campanha, - pois a fundo - ela foi criada como representação à preocupação com a violência infantil e as demais formas de abusos. As críticas a cerca da movimentação e do alcance da campanha nas redes sociais só não supera a quantidade de perfis que fizeram a troca. Entendida como manifestação e protesto contra pedófilos ou exploradores infantis (ela também é), a campanha na verdade se alia ao sentimento nostálgico depositado nas imagens dos desenhos, com a identificação do quão foi/é bom ser criança e a sensibilidade ao pensar e observar a situação das atuais crianças (de conteúdo e acionais).
A campanha se expande e chega aos grupos reais, face a face. E esse parece ser o foco não pretendido, mas alcançado: tomou grandes proporções e gerou discussões a respeito do que não foi, já está ou será feito para combater a violência infantil. É agora tomado como tema em conversas de bares, reuniões, faculdades e - finalmente - governamentais.
Não. Não foi a troca da foto do meu perfil que combateu o abuso infantil, mas a mobilização de 100 mil pessoas para um determinado assunto, que por ora estava esquecido e precisou de ações e discussões para ser lembrado. A força da mobilização ganha e tem dimensões cada vez mais extensas, mas assim como no mundo real, sempre existirão os que são contra e os que estão deitados no final do pêlo do coelho, que está na cartola do mágico. Eles não se preocupam em ir ao topo olhar o que é, o que está acontecendo e qual será a solução. Nada fazem, apenas esperam.
E se você acha que de nada adiantou uma mobilização em uma rede social e que as 100 mil pessoas deveriam se juntar para doar um brinquedo cada, comece sugerindo e não criticando. Seja o primeiro a dar o passo e a reunir o seu grupo para fazer doações. Mas saiba que dar um presente não é a melhor maneira de resolver o problema dos outros, o nome disso é mascarar. São situações diversas e contrárias e para cada uma há de ter uma solução.
A quem aderiu a campanha: parabéns e obrigado. Isso mostra não só uma preocupação e apoio aos que sofrem com os abusos infantis, mas a consciência à participação coletiva (e necessária) diante das redes de relacionamento. A você que não aderiu, eu sei que se importa e também é preocupado com os abusos, mas repense quanto ao seu silêncio diante das situações ou as suas palavras.
A recomendação é a procura pelo ângulo positivo da situação e construir, através dele, ações positivas e construtivas. rs
ps: Porra, que saudade da minha infância!

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