
Nunca conheci alguém que não tivesse medo. Medo de ser, errar, (se) machucar, (se) abrir, (re)conhecer. Que não tivesse vontade de exalar para o mundo o que sente, almeja, pensa e quer... quer crescer, aprender; quer voar. E ao mesmo tempo não o faz por medo. Medo ser, errar (...) Aqui é preciso arriscar, ir além e fazer como uma águia, que ao contrário dos outros pássaros - que ao verem uma nuvem ameaçadora param de voar e buscam um abrigo-, ela voa mais alto, para passar da nuvem que parece a ameaçar e aproveitar o vento mais forte. Ela não foge, ela enfrenta. E supera.
Nunca conheci alguém que criou coragem, abriu suas asas e se jogou do alto, e voou alto. Apreciou suavemente as descobertas, lutou e conquistou horizontes. E após um tempo parou. Talvez pra se renovar... Tal como uma águia, sabe? Elas tem disso: arriscar e se renovar. Nunca. Nunca na minha vida conheci.
Mas, e seu disser que nunca digo nunca?

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