domingo, 10 de abril de 2011

tem horas...

Cansei! Que saco ficar vendo as pessoas reclamando de tudo, a toda hora. Ou se banhando na futilidade inútil. Tem horas que tudo o que eu preciso é sumir. Como se assim, tudo acabasse. - Isso mais parece: "Estou fugindo do problema". errr... Não existe problema algum em querer sair da rotina, se afastar... Isso devia fazer parte do roteiro.

Sim, eu quero fugir! Tem dias em que tudo só ficará bem se você desaparecer. Digo: eu. Tipo esquecer, refletir, observar, viajar (literalmente) - sabe? - Tem dias que dá vontade de trocar de cidade, estado, país... Trocar de nome, de vida, de estilo... Ai eu durmo. Amanhã é outro dia. O difícil é encarar que no dia seguinte as mesmas pessoas vão estar ali e agindo da mesma forma, ainda que você tenha mudado algo, ou insistido para que algo mudasse. É complicado entender que o mundo não gira por sua conta, mas pelo todo. Aceitar...

domingo, 13 de março de 2011

sofia para sempre

Hoje conversei com Sofia. Voltamos àquela conversa do pêlo do coelho - aquele que fica na cartola do mágico -. E eu a relatei que estive subindo esses dias na ponta do pêlo, para verificar uns acontecimentos. Ah, você não sabe da conversa? Vou contar!
Sofia um dia me contou que estivera discutindo com seus amigos e chegou a conclusão que o homem é um ser relaxado na medida em que vai crescendo, se tornando adulto. Como explicar isso? Tal como o número do coelho branco que fica na cartola preta do mágico e é retirado toda vez para "revelar" o mistério, nós também fazemos parte de um mistério, mas diferente do coelho, somos consciente de que estamos participando de um enigma e procuramos explicações para ele. Mas não tão simples, afinal o homem nem sempre questiona sua presença e ações. Voltando ao coelho, digamos que o pêlo do coelho-da-cartola seja uma linha de nossa vida. Quando bebês, estamos na ponta do pêlo, observando e questionando tudo a nossa volta, procurando saber o que vai acontecer depois, antes, durante e a cada momento, e ao passar do tempo nós vamos descendo esse pêlo e aceitando tudo o que acontece. Quando adultos, nós já estamos no final do pêlo do coelho, lá embaixo, onde o máximo que conseguimos enxergar são outros pêlos, iguais e refletindo uns nos outros .
Eu, onde estou, sei bem que ‘tudo’ é um mistério e, hoje, posso dizer que não estou relaxado ao final do pêlo-do-coelho-da-cartola e sim no topo; no topo do pêlo e o coelho está fora da cartola, assim o mistério já foi desvendado (o do coelho). A procura pela resolução do enigma é demorada e Sofia sempre me diz que em alguns momentos não vão existir respostas, e sim outras perguntas. Eu não penso em desistir por não encontrar razões. Eu estou na ponta, meu caro. Eu quero é participar do enigma; Eu quero estar no enigma. Desvendar – um dia -, será um pequeno prazer comparado a estar nele.

Se quiser conversar com Sofia, eu indico O Mundo de Sofia. Papo não vai faltar!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

livre-se

"Temos que parar com essa história de nos preocuparmos tanto com as opiniões dos outros. No caso do amor, se ninguém se questiona por que a paixão começa, por que vai se questionar quando ela acaba, achando que a culpa é dela? Temos que ter mais humildade e aceitar que a paixão vem e vai”.


( Livre-se desse complexo de rejeição http://uol.com/bfHB3 )

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Para sempre Alice

Significado do nome ALICE:

1. Verdadeira, justa, a defensora.
2. Você está sempre pronta a se aventurar, muito cheia de energia, possui uma personalidade ativa e decidida. Não vê graça numa vida sem desafios. E por ser uma líder por natureza, atrai as outras pessoas com seu entusiasmo. Mas é importante tomar cuidado e não se tornar uma pessoa teimosa.

Talvez meu amor por Alice seja esse: Identificação. Faço um resumo: Justa, aventureira e teimosa. Isso basta para ser Alice, seja No país das maravilhas, Através do espelho ou em Para sempre Alice. Ela é ímpar e no plural, está presente em todas, apenas se mostra de maneiras diferentes. E todas as histórias que contém Alice, aparecem com um singular: Arriscar-se.



Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho. Não tive oportunidade de ler o livro original de Lewis Carroll, peguei apenas na edição comentada, que pra mim, só as ilustrações bastam. Os comentários são bem profundos e mostram a história com uma semiótica, se assim posso dizer, interpretando trocadilhos e desvendando enigmas. E se formos falar da Alice presente em nós, digo que sempre existem os autores da vida que estão tentando nos decifrar. O que, confesso, é bem trabalhoso.


Então Alice no país das maravilhas se transforma em filme. A Disney adapta o livro e o torna um clássico da literatura infantil, o que muitos duvidam, visto que em No país das maravilhas há muita psicologia adulta. E vejamos, até que eles pegaram leve com o desenho, e embora permaneçam os traços do livro, é impossível seguir a risca os pensamentos e ‘alucinações’ de Carroll. Já Tim Burton, com efeitos obscuros e avançados possíveis hoje em dia, transformou o clássico infantil em uma história quase que sombria, com mais ação e voltada para o público adulto. Se as críticas dizem que Alice, por Burton, foi um marco (também por ser em 3D), quem sou pra dizer o contrário? Na verdade eu afirmo: Tentador.


A HBO lançou, em 2008, a série Alice que continha traços, de fato, do livro de Carroll. Alguns episódios chegaram a ter o mesmo nome dos capítulos e os personagens estavam presentes também, só que de outras formas. Diferente do clássico, Alice era adulta, prestes a casar e estava para desvendar São Paulo. Para ela era mais do que conhecer, era se arriscar em um mundo jamais visto, assim como no país das maravilhas. Alice passou a ver São Paulo como um verdadeiro paraíso, repleto de possibilidades e reinvenções, mas correu graves riscos também. Deveria não dizer isso aqui, mas de todas, Alice na HBO foi a qual me apaixonei mais. Ela é aventureira, como as outras, porém sua presença se faz mais verdadeira, talvez por se passar na cidade grande, com cenas que já vivi e com um roteiro e redação, que aqui pra nós, aprendi muito com as palavras ditas. Não tem como fazer o mundo parar de girar (...) tanta coisa que eu queria dizer pra tanta gente e não disse (...) a vida não é fácil, mas é uma só e o único jeito que a gente tem é enfiar o pé no acelerador e sair vivendo.Trechos


Outra série que me chamou atenção, e que não sai por baixo, é Alice pela SYFY. Na versão do canal, Alice é morena, mais velha e o mundo de fantasia é misturado com a ficção cientifica. Dizem que a história original perdeu um pouco do sentido, até pelas cenas ‘toscas’ e clichês, mas não seria tão bom se fosse igual. A série teve dois episódios, apenas, porém longos. O que chama muita atenção, além da cor do cabelo e do modernismo, é que nessa versão uniram as duas histórias de Lewis Carroll: No País das Maravilhas e Através do espelho - Finalmente lembraram-se do espelho -. E Alice continua sendo Alice: Independente, perdida e impetuosa.


A Alice mais conflituosa que conheci, sem dúvidas, foi em A Casa de Alice. Assim como o livro de Lisa Genova (que falarei logo abaixo), o filme de Chico Texeira é repleto de dramas e sofrimentos. O filme nos permite entrar na casa de Alice, viver e ver o mundo por Alice. Vemos agora aquele mundo de aventuras e teimosia por um outro lado, observamos os personagens com pré-julgamentos e ao final percebemos o quanto eles já estão condenados. Alice é indecisa, preocupada e cheia de segredos assim com os outros personagens e isso que torna a história única, restando apenas reconhecer os defeitos e dar lugar a sinceridade imposta. Ah, Alice... sempre acreditei na sua verdade.



Alice não parou na Disney, nem nas telas. Com o passar dos anos os autores da vida perceberam que Alice sempre esteve presente, transcrevendo isso, por exemplo, em Para Sempre Alice, de Lisa Genova. Um livro em que Alice é uma renomeada psicóloga e que se descobre com Alzheimer, mudando seu relacionamento com o mundo e as pessoas a sua volta. E pode não parecer com a Alice nos país das maravilhas, mas Lisa escreve: “E, quando não há mais certezas possí­veis, só o amor sabe o que é verdade. De alguma forma e apesar de tudo, Alice é para sempre.”


Então eu percebo: Alice Zanetti, Alice Liddell, Alice Hamilton e Alice Howland estão ligadas, por seus nomes e pela certeza de que Alice sempre será Alice. Acredito que ainda verei muitas Alices, em diferentes histórias, mas com a mesma vontade de se arriscar. E caso você não conheça alguma dessas histórias, eu super indico, seja o livro ou filme, você se apaixonará por Alice.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

I thank

I'm sorry for not to go to see you at Recife. But...

"And I'm so grateful to be here...
Yes I. Yes I...."





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

na volta

É que a gente sempre fica confuso com as pistas que a vida nos dá. É preciso acertar bem que peças encaixar, que caminho seguir e tomar muito cuidado com tudo a sua volta. Tem pessoas que acreditam que o mundo gira em torno delas. Eu já pensei assim. Hoje eu sei que o mundo gira em torno do mundo, e apesar de cada pessoa ter seu próprio mundo, e talvez fazer parte de apenas alguns mundos (conotativamente falando), todos estamos conectados e tudo acontece em torno de todos - nunca envolverá uma pessoa só -. Ai você encontra a dureza ao querer amadurecer: Aceitar que a vida é vivida por você e - também - pelos outros. Que será impossível querer desfrutar a vida sem ter pessoas a sua volta opinando sobre isso ou aquilo. Por mais que em alguns momentos seja chato, certas vezes faz-se necessário. E ainda que você diga que não precisa de ninguém dizendo o que deves fazer, é sempre bom ter alguém para dizer quando algo não está correto, mesmo que ela ultrapasse. Mas nada disso te impede de viver. É só dar uma chance pra vida e juntar aquelas peças que você achar menos dolorosas... Viva!



Quanto a motivos, são necessários para querermos viver ou basta ser? E para dar um UP na vida? Acredito que certas vezes precisamos de motivos para querer (e) crescer na vida. Eu tenho várias razões e motivos que me fazem correr atrás, mas esses eu deixo para outro post.

domingo, 30 de janeiro de 2011

possibilities

Cinnamon Chasers - Luv Deluxe (Music Video) from Saman Keshavarz on Vimeo.


(via @lucasnlt)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Resumo da semana"

"Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão."

Preciso dizer que é Oswaldo Montenegro? Não, né!?

E olhe que hoje é só terça-feira.