segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Um dia

Hoje é último dia que estou indo dormir tarde. E esse está na lista de deveres a cumprir todos os dias, minha nova guia - a lista. A cada dia quero uma vida menos programada, organizada e com tabelas - talvez pelo espirito aventureiro, mas ao caminhar e acompanhar as pessoas que me rodeiam, percebo que não quero ser igual a elas, mais desorganizadas que suas próprias decisões. Quero e vou ter tarefas listadas e, com um marca texto de cor neon, riscar cada realização. 

'Enviar um sinal de carinho às pessoas abençoadas'. Gostei desse, quando escrevi. Senti necessidade de expandir-me e demonstrar aos que me sorriem, o quanto quero sorrir com eles. Se tem alguém que faz isso naturalmente e todos os dias: Parabéns! Você é uma pessoa diferenciada. Não importa o quanto eu diga, sempre tem alguém que não me conhece e nem reconhece o esforço que faço para ser mais quente, quebrado, acessível. Ai vem a pior parte: Esses tais 'alguém' cansados de viver suas vidas desorganizadas e monótonas, insistem em martelar-me a qualquer custo, enquanto os quadros expostos em suas paredes estão tortos, precisando de um prego a ser bem martelado.

Dentre os demais deveres na tal lista, tem um chamado "um dia". É algo como: viver um dia abençoado; um dia de folga; um dia sozinho; um dia eu; um dia nós; um dia à frente; um dia memorável, daqueles que você sente necessidade de agradecer a todos os Deuses existentes que encontramos nesses livros de história; Um dia a agradecer as pessoas abençoadas que me rodeiam e nesse mesmo dia conseguem limpar minha alma (e cabeça) de todas as vibrações negativas absorvidas antes do dia. 

Quero poder um dia dizer em palavras o quanto faz bem um dia. Mas desde agora sei o quanto é bom viver um dia, cada dia, dando passos, peças e pisadas. E que um novo dia é sempre o dia perfeito para fazer tudo direito, segundo as minhas leis.


sábado, 11 de agosto de 2012

Se está enjoado, fuja!


... Então surge aquela vontade de excluir tudo, mandar todos tomar um chá e sumir. Desejo de gritar na rua, postar nas redes sociais, mandar um sinal de fumaça por toda irritação. (externar). Estar enjoado das pessoas, do que elas falam, do que mostram ser, do que são e o que não fazem. Pegou enjoo e pronto. Muda agora o desejo: viajar; sair do eu; ir embora; mudar de profissão; morar em outro planeta; casar com uma árvore. why not? Alternativa: fazer amigos fora do seu mundo, passar a sair com pessoas que discutem assuntos não comum ao seu, ter novos olhares e sorrisos - risos saborosos - e sentir a 'resolução'. "ufa, problema resolvido". Ache um livro esquecido na prateleira e viaje para uma terra distante, apenas saia do seu normal. Fuja!

Não é querer mudar as pessoas, é mudar o que se sente e a maneira como enxerga. Para Allan é o se afastar e ver as imagens por quem está filmando, interrogar. Embora não saiba se é o sentimento é de frieza, para ele o afastamento é natural: "Não concordo! Me sinto mal quando estou perto! Que chato! Fujo sim, e sem pena de dizer e fazer."


segunda-feira, 18 de junho de 2012

faz login (+18) e assiste




Apenas aperte o play.

Fjögur Píanó de Alma Har'el (do documentário "valtari mystery film experiment")
Banda islandesa Sigur Rós.


domingo, 17 de junho de 2012

hot n cold

Sou dois: frio e sensível. Onde, na verdade, eu sou apenas sensível quando há muito o que somar resultando em momentos de sensibilidade, porém acabo por ficar tão sensível, que me torno frio; é, frio, por ter sido sensível ao extremo. "nossa, que papelão!" (penso), de repente estou mais frio do que qualquer coisa gelada que você possa imaginar. 

Estive sensível até hoje. Passou. 

Então, até eu juntar pedaços para me deixar novamente sensível, estou acá eu, in a freezer. 
(E eu prefiro assim, por isso não me derreta!)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

crie pontes

Gente que alimenta seus medos e defeitos acaba por construir mais muros no lugar de pontes. Alimente sua coragem e força em prol de boas vibrações para você e o mundo ao seu redor - Esse sou eu dizendo para o eu, e para você, caro leitor! - Que cada dia e experiência vivida sejam peças do quebra-cabeça a ser montado, e que esse tenha infinitas peças espalhadas, justamente para eu ter de procurá-las. Se vou achar e conseguir encaixar, ai é outro post.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cadê o ciçu?

Em 2010 participei da elaboração do artigo: "Era colaborativa: A pré-campanha on-line 2010", da professora Leila Herédia, pela iniciação cientifica. Lá, mensuramos a presença e participação dos pré-candidatos em diversas redes (Twitter, Facebook, Orkut, Flickr....) e a cada 15 dias, pude perceber um aumento significativo nos amigos, seguidores, fotos, interações e - claro - promessas. Ainda sem a autorização de se declararem como candidatos, os analisados mostravam-se bem presentes, acessíveis e prontos para qualquer dúvida dos eleitores em potencial. 

Hoje, 2 anos depois do fim da pesquisa, assisto a um vídeo onde a candidata Dilma Rousseff discursava em um debate, bem como ela fazia nas redes sociais, prometendo e defendendo os oprimidos. Resolvo, então, mostrar (e questionar) o vídeo para a querida presidenta em seu perfil no Twitter.

Abre parenteses...
O artigo elaborado lá em 2010 teve como base a eleição e forte presença do atual presidente dos EUA, Barack Obama, onde o mesmo não só esteve presente nas redes sociais, fez melhor: criou a sua! De olho gordo na grande jogada que 'Obama' fez, quem não gostaria de repetir a estratégia dele na internet aqui no Brasil? PT não perdeu tempo e contratou o mesmo 'marketeiro on-line' que elegeu  'o cara'. Dilma apareceu, ganhou presença e venceu as eleições. Ponto para o marketeiro e candidatos!
... fecha parenteses.

Para minha surpresa - só que não -, Dilma não atualiza seu perfil desde 2010, logo após ter ganho as eleições. Diferente de Obama, que permaneceu nas redes desde sempre e agora segue em nova campanha, parece que não deram importância em continuar com a presença da Presidenta na internet - fora portais de notícias, blogs de fofocas e outros, mas isso é mídia espontânea. Quais serão as consequências que ela poderá sofrer com isso futuramente? Terão ou já é? Procuro os 'principais' candidatos a presidência daquela época e vejo que Marina Silva e José Serra ainda estão presentes, debatendo com os internautas e sempre bem opinativos. Eles permaneceram por não ter ganho a bolada da presidência ou souberam fazer e ainda continuam marcando presença por outros quaisquer motivos?

Descendo um pouco e partindo para a pré-candidatura 2012 (será que dá para ter 2010 como base, inclusive o hoje deles?): Aqui em Maceió os 'pré' estão presentes, mas não visíveis a todos. Se agem estrategicamente ou não, aguardemos a hora da estrela e onde estaremos no pós (onde eles estarão!) E se fosse para construir um novo artigo sobre a presença dos possíveis candidatos a prefeitura e vereadores em Maceió, eu diria que 50% não sabe - de fato - o que significa presença on-line. Se é que reconhecem o poder da internet. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Notificar ou calar? Eis a questão.


Se existe um desafio que temos de enfrentar em nossa vida é conhecer nossos limites. Quando digo conhecer, é o do tipo refletir e ter controle sobre nós. É preciso uma boa consciência de si mesmo para não deixar a emoção tomar conta do seu ser; É preciso, em determinados momentos, abusar da razão e até apelar ao esconder-se do sentido (calar). 

Trabalhoso para que esse limite seja compreendido e posto em prática é, por exemplo, aprender a demonstrar e lidar com os sentimentos que são naturais, tais como amor, raiva, tristeza. Todos sentimos, não é!? O difícil - e ruim - é que emoções contidas por (eu aqui sinto motivos de trabalho) qualquer motivo que seja pode uma hora explodir, não no sentido de abrir a boca e soltar tudo de uma vez, mas como em uma inesperada doença. { Sabe aquela dor na cabeça de ontem? Vai saber }

A filosofia tem sido um grande auxilio na busca e entendimento de certas ações extras eu, de como devo me comportar, observar e externar - ou não. "Devo conversar com?" Esse desafio pode ser compreendido também como o autoconhecimento e o aprender a... E para que fique entendido como procuro esse aprendizado, é que a filosofia é sair do eu-comum, questionar-se e buscar muitas das vezes não respostas, mas novos questionamentos. E não que seja mais fácil ir com 'Sofia' e encontrar perguntas pelos questionamentos no lugar de respostas, é que dessa maneira eu estarei sempre em busca de mais conhecimento; estarei buscando me entender e tudo a minha volta, para assim encontrar o equilíbrio, os limites. 

“Questionar é criar condições de avançar. Para fazer uma pergunta, precisamos pensar que há algo no qual ainda não pensamos, precisamos saber que não sabemos algo. E isso nos põe em condições de aprender” (SARDI, 2004, p.14). 

Do desafio (um dos) que atualmente enfrento, retiro um aprendizado (de tantos) sobre o eu e a vida: Ser bonzinho é bom pra você e sua consciência, não para os outros. Poucos compreenderão suas atitudes, bem como o respeitarão; poucos o enxergarão. E dizendo em palavras diretas na vontade de gritar: - Estou engasgado, chateado e tendo fortes consequências psicológicas por não poder (mesmo) externar no ambiente em que desejo o fazer. Mas esse aprender me faz enxergar que estou me controlando e reconhecendo o limite dessa situação e de mim a ela. Ai, a racionalidade... 

segunda-feira, 26 de março de 2012

o vazio

hoje me dei um presente  para o resto dos dias - aquele que desejo aos queridos: uma xícara vazia. afinal, o vazio pode ser um espaço cheio de possibilidades. e eu estou acreditando e buscando cada vez mais nelas; são tantas. sou um explorador e os caminhos estão ai, para eu seguir ou criá-los.