sábado, 3 de outubro de 2009

Rio 2016: vamo cair pra dentro!!!

Novas Modalidades: Rio nas Olimpíadas de 2016

Alongamento de carnê - o pobre vai até as Casas Bahia, estica o pagamento das 24 parcelas da geladeira e ganha uma medalha de ouro, que pode ser parcelada em até 36 vezes com juros de apenas 8% ao mês. É só até sábado.

Bala perdida ao alvo - a polícia invade a favela, e o pobre sempre leva bala na cabeça. Quem não correr é medalha de chumbo na certa.

10.000 metros com engarrafamento e ônibus lotado - o pobre sai de casa na periferia e leva 3 horas para chegar ao trabalho. Quem rezar pro trânsito melhorar ganha uma medalha de Santo Expedito.

Assalto à distância - corrida noturna onde o pobre tenta percorrer a maior distância possível sem ser assaltado.

Revezamento 4 x 100 - o pobre e seus três dependentes devem passar o mês com R$ 100 per capita do bolsa família. Prova de extrema resistência!!!

Oito anos de Nadação - nessa modalidade o pobre tem que sustentar o ócio de um presidente que passa 8 anos sem fazer nada: uma nadação total.

Impunidade sincronizada - o pobre é submetido a ver a polícia federal prender e a justiça soltar, a polícia prender e a justiça soltar, tudo no maior sincronismo.


Ao contrario do que muitos disseram pra mim hoje - "é por isso que o Brasil não vai pra frente, pq você e muitos pensam dessa maneira - penso eu e os lembro: O mundo é mais. O Brasil é mais. O Brasil tem necessidades a priori. Massa um evento desse porte no País, ? O esporte vai ganhar muito com isso. Assim como o turismo. E as empresas privadas. E só. São 200 milhões, ou sei lá quanto, que serão investidos (OPA! Que serão desviados) em estrutura FÍSICA, pra receber pessoas de fora. Pena que os brasileiros não vão ser preparados para tal. Não me rebaixo. Meu País não é pior do que nenhum outro. Também não sou hipócrita a ponto de dizer que meu País não é diferente. O Brasil é diferente de todos os outros países. Todos são diferentes. O Brasil (as pessoas que fazem parte de) tem muito com o que se preocupar, se fazer, buscar... mas o povo brasileiro prefere a folia. Então vamos tomar uma cachaça, galera, mas depois não reclamem da ressaca do dia seguinte... dói, viu?

Eu tenho uma opinião sobre isso. Assim como você tem a sua. Depois de muito pensar - e debater - até que essas olimpíadas trarão alguns benefícios. O Rio vai ser uma cidade modelo! uau! Dizem que vai ter muita coisa boa. É esperar pra conferir. Vamos entrar nesse buraco, mas ter forças pra sair depois. Mas que eu preferia um:
"MelhoraBrasilnaEducaçãoFome&SaúdeAté2016"
... Ah, eu preferia!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O mundo como tem que ser
O mundo como ele é
O mundo que eu quero que seja
O mundo que já não é mais
O mundo que eu queria que fosse
O mundo que eu imagino
O mundo que eu vivo
O mundo que eu não vivo
O mundo na real - o verdadeiro
O mundo... o mundo..
Por que tanta preocupação com o mundo a minha volta?
O mundo é mais. o meu é mais.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"Livros lidos
Discos preferidos
Filmes vistos
Sempre um sinal"

terça-feira, 8 de setembro de 2009

começo, meio e fim


Na minha sétima série, o professor de português nos pediu pra fazer uma redação com tema livre. Lembro-me que foi a minha primeira redação-emoção, pois foi ali que joguei diversas palavras que carregavam sentimentos. Quer dizer, não posso dizer que foi a primeira redação, pois anteriormente eu já fazia pequenas cartinhas com palavras dirigidas a minha mãe, onde, indiscutivelmente, já levavam consigo sentimentos à beça. Voltando a redação do professor de português da sétima série... Ele nos deu tema livre. OK. Cheguei em casa, super empolgado, e fui pensar em qual tema faria. Pensei em drogas, violência, mundo globalizado, educação... Enfim, todos aqueles clichês-chatos de colégio. Daí, por acaso, comecei a escutar Roupa Nova. E em que música em especial eu paro e passo a ouvir detalhadamente a letra? Começo, meio e fim. Tá ai - pensei. Meu tema vai ser "Vida: começo, meio e fim". Escutei a música 2 vezes e me pus a pensar sobre o inicio, o desenvolver e a conclusão de uma vida. Eu, inspirado na música, comecei a redigir me baseando na música. A esticava de uma maneira que pude arrancar cada pedaço de letra e transformar em uma frase bem 'emoção'. Fiz o rascunho. Fiz o bonitinho pra entregar no dia seguinte. Li o que escrevi e me achei. Entrego ao professor. (...) Na aula seguinte ele devolve. Levo 7,0 pontos na redação. Sem erros graves, só alguns de acentuação - como ocorre hoje em dia - Isso é um absurdo, a redação estava linda e fuderasa. Questiono o professor o motivo da nota. Então ele me diz que não acreditava que fora eu que havia escrito a redação. Pois eu era um aluno de sétima série. "Mas professor eu tenho como provar que fui eu, tenho rascunhos em casa, eu mostro..." Não adiantou nada. Ao decorrer da vida, eu sempre fui tímido pra escrever em uma redação. Hoje eu (ainda) tenho medo de mostrar muita coisa e alguém dizer: 'Tenho certeza que não foi você quem escreveu isso, afinal você é só um menino'. A realidade em que vivemos não nos permite acreditar na capacidade da razão das crianças, do potencial. E coisas como essa mudam a vida de alguém. Apesar de pensar muito antes de escrever, eu escrevo. Não adianta X ou Y dizer que essas não são minhas palavras. No meu, em mim, eu acredito. É autêntico. E o resto que exploda...

o seu = o meu



Seu humor altera completamente o dia. Seu dia e das pessoas a sua volta. Sua felicidade depende de suas escolhas. Assim como sua tristeza. Sua liberdade apenas será adquirida quando você conquistá-la. Não pense que alguém irá lhe dar. Suas necessidades, apenas você sabe quais são. Suas escolhas, seus amores, seus caminhos... Você. Não culpe ninguém por ser quem você é. O que acontece com você. O que não acontece com você. É você quem faz o seu.




ps: Qual a sua definição para "Blog pessoal"? Vou dizer a minha - o meu blog pessoal:
Um blog onde posto coisas à mim ou sobre mim. Podendo usar SUAS palavras, seus exemplos. Mas eu afirmo com grande certeza: Eu escrevo pra mim. o MEU mundo gira em torno de mim.

domingo, 6 de setembro de 2009

vamos nos proteger...

O que me tornei não sei
E o que fui se foi não vai voltar
Se me acovardei eu sei
Que me rendi ao pouco que sofri
(...)
Se eu sou frágil e tu és frágil
Vamos nos proteger


Wado canta: Frágil.


sábado, 5 de setembro de 2009

diferente de mentira

Eu sou falso e nem todos sabem disso. Alguns desconfiam, mas nem todos se tocam... Também não dou motivos pra perceberem o quão sou falso. Primeiramente vamos ao significado de (ser) Falso:

fal.so
que não é verdadeiro
que é incorreto, inválido

Tá ai: Não sou verdadeiro. Isso é um fato. Alguns tem outra definição pra o Falso... Que eu julgaria definições preconceituosas, como quando acontece algo e você sempre pensa naquilo. Eu sou falso a não dizer a verdade. Eu sou falso a não mostrar o que sou e como sou. Eu sou falso - como todos - ao sorrir, quando, na verdade, estou triste. Mas eu sou um verdadeiro falso, pois eu faço isso todos os dias e ninguém percebe. Desculpem-me amigos se finjo ser algo à vocês, mas não gosto de me mostrar na real, pois isso os fariam me tratar como um coitadinho... e essa é a última coisa que eu quero pra mim. Mas diferente do falso que pensam - aquele que é composto por mentiras - Eu me escondo no ser falso. E olhe que eu digo sobre a verdade e mentira sem nem saber ao certo o que são elas. Muitas são as pessoas que tem uma visão diferente de mim, pois me veem Assim ou Assado. Eu sou um puta falso e não consigo ser verdadeiro, pois iria doer muito - mais do que já dói - Eu não consigo. Eu sou o cara mais falso do mundo e isso não vai mudar. Não agora.

Por que não consigo mostrar que estou triste? Por que é necessário eu sorrir sempre?
(Penso que sei as respostas...)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Homem no centro


(Páginas 77-78.)

Por volta de 450 a.C., Atenas transformou-se no centro cultural do mundo grego. A partir dessa época, a filosofia tomou um novo rumo.

Os filósofos naturais eram sobretudo pesquisadores naturais. Eles ocupam, portanto, um lugar muito importante na história da ciência. Depois deles, o centro de interesse em Atenas se deslocou para o homem e para sua posição na sociedade.

Em Atenas desenvolvia-se pouco a pouco uma democracia com assembléias populares e tribunais. Um pressuposto para a democracia era o fato de que as pessoas recebiam educação suficiente para poder participar dos processos democráticos. Em nossos dias, podemos ver o quanto uma jovem democracia precisa de um povo esclarecido. Entre os atenienses era particularmente importante dominar a arte de bem falar, a retórica.

Não demorou para que um grupo de mestres e filósofos itinerantes, vindos das colônias gregas, se concentrasse em Atenas. Eles se autodenominavam sofistas, eram pessoas estudadas, versadas em determinado assunto, e ganhavam a vida em Atenas ensinando os cidadãos.

Os sofistas tinham um importante elemento comum com os filósofos naturais: eles também viam com olhos muito críticos a mitologia tradicional. Ao mesmo tempo, porém, os sofistas simplesmente rejeitavam tudo o que consideravam especulação filosófica desnecessária. Para eles, ainda que houvesse respostas para muitas questões filosóficas, ninguém jamais seria capaz de encontrar respostas realmente seguras e definitivas para os mistérios da natureza e do universo. Este ponto de vista é conhecido na filosofia como ceticismo.

Mas ainda que não possamos encontrar uma resposta para todos os mistérios da natureza, sabemos que somos pessoas e que precisamos aprender a conviver umas com as outras. Os sofistas resolveram, então, dedicar-se à questão do homem e de seu lugar na sociedade.

O homem é a medida de todas as coisas”, disse o sofista Protágoras (c. 487-420 a.C.). Com isto ele queria dizer que o certo e o errado, o bem e o mal sempre tinham de ser avaliados em relação às necessidades do homem. Quando perguntado se acreditava nos deuses gregos, Protágoras dizia: “Dos deuses nada posso dizer de concreto […] pois nesse particular são muitas as coisas que ocultam o saber: a obscuridade do assunto e a brevidade da vida humana”. Chamamos de agnóstico aquele que não é capaz de afirmar categoricamente se existe ou não um Deus.

Via de regra, os sofistas eram homens que tinham feito longas viagens e, por isso mesmo, tinham conhecido diferentes sistemas de governo. Usos, costumes e leis das cidades-Estados podiam variar enormemente. Sob este pano de fundo, os sofistas iniciaram em Atenas uma discussão sobre o que seria natural e o que seria criado pela sociedade. Com isto, eles criaram na cidade-Estado de Atenas as bases para uma crítica social.

Eles puderam mostrar, por exemplo, que uma expressão como “sentimento natural de pudor” era algo que não se sustentava. Pois se o pudor e a vergonha fossem uma coisa natural, então eles tinham de ser características inatas. Mas será que tais características são inatas, Sofia, ou será que a sociedade as criou? Para pessoas que já viajaram muito, a resposta simplesmente seria a seguinte: o medo de se mostrar despido a outras pessoas não é uma coisa natural ou inata. O fato de se ter ou não vergonha disso está ligado sobretudo aos usos e costumes de uma sociedade.

Você pode imaginar como foram inflamadas as discussões que os sofistas incitaram na sociedade de Atenas quando afirmaram que não havia normas absolutas para o certo e o errado. Ao contrário deles, Sócrates tentou mostrar que algumas normas são realmente absolutas e de validade universal.