regue sua semana com surpresas, conversas, revelações, curiosidades. em palavras femininas: fofocas. mas fofocas verdadeiras, comprovadas pelo inmetro. junte mais umas doses de ansiedade, adrenalina, endorfina, força. pra completar pitadas de companhias amigáveis. faça isso sempre, vai ser tudo tão diferente. eu não sei se vou me adaptar a esses raios de momentos felizes e contrastantes que me surgem, mas eu sei que vou aproveitar sempre. sempre que aparecer. vou, po!!!
passo 1: concluído. estou de bem comigo. estou em paz. e o melhor: você agora é uma ótima amiga.
(tenho que falar isso - pra penetrar, sabe?)
sinceramente, eu to num momento da minha vida super ótimo. eu desejo isso pra todo mundo. sério.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
pássaro amarelo
Era uma vez um passarinho amarelo. Ele vivia numa gaiola cheia de palha. Todo dia sua dona abria a gaiola para trocar a palha, e o pássaro ficava apenas observando, sem reagir. Um dia ele resolveu testar seus limites de liberdade. Assim que sua dona abrira a gaiola, o pássaro fugiu. Atônita, a menina ficou incapaz de reagir. Como a janela estivesse aberta, o passarinho pôde voar em direção à total liberdade. Dentro de poucos instantes já havia alcançado a rua, um lugar que jamais vira.
No começo, ficou meio zonzo com tantos barulhos, cheiros e fumaças. Mas em seguida acostumou-se a ver o mundo em escala de cinza. Estranhou por não encontrar palha sob seus pés (para quem vivera a vida toda diante de grandes e palha, era normal acreditar que o mundo todo fosse assim; do particular abstrai-se a regra geral). Mas em seguida habituou-se a ver o mundo com todas as suas cores. Não demorou para encontrar uma árvore, onde viviam centenas de passarinhos. Talvez por ser diferente, ou menorzinho, os demais passarinhos o puseram para correr. Ele não entendia. Achava que tudo fosse de todos – ignorava que houvesse a tal da propriedade privada.
Depois de perceber que nas árvores haviam passarinhos, ele continuou indo de árvore em árvore em busca de seus semelhantes. Entretanto, todo pássaro da cidade era igual ao cenário que o passarinho via: tudo ali era hostil e cinza.
Depois de muito voar, já meio arrependido de ter abandonado o aconchego de sua embora apertada mas aconchegante gaiola (ao menos seu cocho era reabastecido no mínimo duas vezes ao dia, com o melhor dos alpistes... o pássaro já estava voando há horas, e ainda não tinha encontrado nada que parecesse com comida; sua esperança era poder encontrar pássaros solidários que o mostrassem onde fosse possível consegui-la), o passarinho resolveu descansar no parapeito de uma janela. Primeiro, observou a rua ao seu redor. Carcaças gigantescas de metal zuniam em alta velocidade no asfalto sob seus pés. Monstros voadores retumbavam nos ares de tempos em tempos. Havia um barulho insistente de perfuração e aprofundamento. Era tudo tão confuso que o passarinho se sentia zonzo. Para desviar o olhar dessa atmosfera cinza e barulhenta, o passarinho olhou para o outro lado da janela. Dentro, avistou móveis imponentes, pessoas circulando, e, no canto da sala, uma gaiola pendia no ar. Nela, havia um passarinho esmirradinho, amarelo que nem ele. O pássaro cantava solitariamente, e ninguém prestava atenção aos seus lamentos: todos estavam ocupados demais com suas próprias vidas, em algum tipo de discussão, do outro lado da sala. Observando alguém igual a si, o passarinho do lado de fora percebeu o quanto sua vida era limitada por aquelas grades, o quanto era infeliz e o quanto vivia solitário. De repente, o mundo lá fora passou a ganhar uma espécie de colorido diferente. Já não era todo pateticamente cinza. Havia as árvores, que eram verdes. E as flores, que podiam ser amarelas, vermelhas, rosa, e de uma infinidade de outras cores. Os monstros de metal podiam ser também de várias cores. As habitações de concreto eram multicoloridas. Até que o mundo era bem bonito, sim. Se comparada com as limitações espaciais de uma gaiola, a cidade era o melhor dos mundos possíveis!
Uma euforia tomou conta do passarinho, mas em seguida esvaeceu-se: por mais lindo que fosse o universo, ele ainda não tinha descoberto uma maneira de alimentar-se. E a fome já começava a assolar seu reduzidíssimo estômago bipartido.
Tentou mais uma vez fazer contato com os passarinhos incolores da cidade. Mas em todas as copas de árvore em que metia o bico era sumariamente expulso por brados de reprovação por sua presença. Desolado, não viu outra saída senão procurar o caminho de volta para casa. Como não conhecia o exterior do apartamento que habitava, resolveu guiar-se pelo cheiro. Era hora do almoço. De Domingo. Provavelmente os pais de sua dona estariam fazendo o almoço a essa hora. E, como em todo Domingo, o prato seria abóbora com carne. O cheiro era forte. Característico Ele o conhecia bem. O pássaro calculava que não devia estar muito longe de casa, pois não havia voado tanto. Ele reuniu todas os seus esforços, possíveis e impossíveis, e acompanhou o odor que exalava de todas as janelas de todos os prédios e casas que havia por perto. Quando estava prestes a desistir e a se entregar, encontrou uma janela aberta lá no alto de um edifício. Subiu, e à medida que se aproximava, os soluços sufocados de uma garotinha tornavam-se mais nítidos. Ao atingir a janela, reconheceu sua pequena dona, sentada a um canto de seu quarto, chorando. Naquele momento, a possibilidade de liberdade já não fazia sentido para o pássaro. Ele se sentia satisfeito por ter voltado. Entrou pela janela, e bicou a menina carinhosamente em seu braço. E o sorriso que recebeu de volta foi o suficiente para ele nunca mais sequer pensar em liberdade.
Em seguida ela o colocou de volta à gaiola, abasteceu seu pratinho de comida e água, colocou a palha habitual sob seus pés, e o passarinho se sentiu novamente em casa. Tudo era novamente igual, mas completamente diferente.
E o passarinho viveu feliz para sempre, sem jamais ousar novamente sair de sua gaiola.
Moral da história: quem tem mente pequena (como a de um passarinho) jamais reunirá coragem suficiente para mudar de vida. Para ir além, é preciso ousar. Sem risco, não há melhora. E sem dor, não há mudança. Mas tudo bem, não há nada de errado em querer voltar quando não dá certo. O problema é quando a gente se acomoda...
No começo, ficou meio zonzo com tantos barulhos, cheiros e fumaças. Mas em seguida acostumou-se a ver o mundo em escala de cinza. Estranhou por não encontrar palha sob seus pés (para quem vivera a vida toda diante de grandes e palha, era normal acreditar que o mundo todo fosse assim; do particular abstrai-se a regra geral). Mas em seguida habituou-se a ver o mundo com todas as suas cores. Não demorou para encontrar uma árvore, onde viviam centenas de passarinhos. Talvez por ser diferente, ou menorzinho, os demais passarinhos o puseram para correr. Ele não entendia. Achava que tudo fosse de todos – ignorava que houvesse a tal da propriedade privada.
Depois de perceber que nas árvores haviam passarinhos, ele continuou indo de árvore em árvore em busca de seus semelhantes. Entretanto, todo pássaro da cidade era igual ao cenário que o passarinho via: tudo ali era hostil e cinza.
Depois de muito voar, já meio arrependido de ter abandonado o aconchego de sua embora apertada mas aconchegante gaiola (ao menos seu cocho era reabastecido no mínimo duas vezes ao dia, com o melhor dos alpistes... o pássaro já estava voando há horas, e ainda não tinha encontrado nada que parecesse com comida; sua esperança era poder encontrar pássaros solidários que o mostrassem onde fosse possível consegui-la), o passarinho resolveu descansar no parapeito de uma janela. Primeiro, observou a rua ao seu redor. Carcaças gigantescas de metal zuniam em alta velocidade no asfalto sob seus pés. Monstros voadores retumbavam nos ares de tempos em tempos. Havia um barulho insistente de perfuração e aprofundamento. Era tudo tão confuso que o passarinho se sentia zonzo. Para desviar o olhar dessa atmosfera cinza e barulhenta, o passarinho olhou para o outro lado da janela. Dentro, avistou móveis imponentes, pessoas circulando, e, no canto da sala, uma gaiola pendia no ar. Nela, havia um passarinho esmirradinho, amarelo que nem ele. O pássaro cantava solitariamente, e ninguém prestava atenção aos seus lamentos: todos estavam ocupados demais com suas próprias vidas, em algum tipo de discussão, do outro lado da sala. Observando alguém igual a si, o passarinho do lado de fora percebeu o quanto sua vida era limitada por aquelas grades, o quanto era infeliz e o quanto vivia solitário. De repente, o mundo lá fora passou a ganhar uma espécie de colorido diferente. Já não era todo pateticamente cinza. Havia as árvores, que eram verdes. E as flores, que podiam ser amarelas, vermelhas, rosa, e de uma infinidade de outras cores. Os monstros de metal podiam ser também de várias cores. As habitações de concreto eram multicoloridas. Até que o mundo era bem bonito, sim. Se comparada com as limitações espaciais de uma gaiola, a cidade era o melhor dos mundos possíveis!
Uma euforia tomou conta do passarinho, mas em seguida esvaeceu-se: por mais lindo que fosse o universo, ele ainda não tinha descoberto uma maneira de alimentar-se. E a fome já começava a assolar seu reduzidíssimo estômago bipartido.
Tentou mais uma vez fazer contato com os passarinhos incolores da cidade. Mas em todas as copas de árvore em que metia o bico era sumariamente expulso por brados de reprovação por sua presença. Desolado, não viu outra saída senão procurar o caminho de volta para casa. Como não conhecia o exterior do apartamento que habitava, resolveu guiar-se pelo cheiro. Era hora do almoço. De Domingo. Provavelmente os pais de sua dona estariam fazendo o almoço a essa hora. E, como em todo Domingo, o prato seria abóbora com carne. O cheiro era forte. Característico Ele o conhecia bem. O pássaro calculava que não devia estar muito longe de casa, pois não havia voado tanto. Ele reuniu todas os seus esforços, possíveis e impossíveis, e acompanhou o odor que exalava de todas as janelas de todos os prédios e casas que havia por perto. Quando estava prestes a desistir e a se entregar, encontrou uma janela aberta lá no alto de um edifício. Subiu, e à medida que se aproximava, os soluços sufocados de uma garotinha tornavam-se mais nítidos. Ao atingir a janela, reconheceu sua pequena dona, sentada a um canto de seu quarto, chorando. Naquele momento, a possibilidade de liberdade já não fazia sentido para o pássaro. Ele se sentia satisfeito por ter voltado. Entrou pela janela, e bicou a menina carinhosamente em seu braço. E o sorriso que recebeu de volta foi o suficiente para ele nunca mais sequer pensar em liberdade.
Em seguida ela o colocou de volta à gaiola, abasteceu seu pratinho de comida e água, colocou a palha habitual sob seus pés, e o passarinho se sentiu novamente em casa. Tudo era novamente igual, mas completamente diferente.
E o passarinho viveu feliz para sempre, sem jamais ousar novamente sair de sua gaiola.
Moral da história: quem tem mente pequena (como a de um passarinho) jamais reunirá coragem suficiente para mudar de vida. Para ir além, é preciso ousar. Sem risco, não há melhora. E sem dor, não há mudança. Mas tudo bem, não há nada de errado em querer voltar quando não dá certo. O problema é quando a gente se acomoda...
domingo, 12 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
culpa sua!
tudo o que acontece na sua vida, é culpa sua. bom ou ruim, foi você quem causou. muitas vezes dizemos que alguém nos machucou, que a vida não presta, que isso ou aquilo deu errado. pare e pense. a culpa é sua. você deu motivo pra que tudo acontecesse. culpamos as pessoas, onde nós é que somos os "errados". você tá feliz agora? então. você sabe que fez algo pra isso acontecer, né? lembra que você tomou a iniciativa de sair ontem e se desejou ficar feliz? fez acontecer. o seu mundo gira em torno de você. é claro. não se engane, se culpe. vá além. se recupere. se entenda. se encontre. se amplie. faça acontecer.
a culpa é minha, meu caro. eu que quis me foder. aqui estou: fodido!
a culpa é minha, meu caro. eu que quis me foder. aqui estou: fodido!
terça-feira, 7 de julho de 2009
quer que seu dia seja bom? chame alguém e converse. converse. e converse.
seu dia vai ser um tanto diferente, principalmente quando o alguém é amigo.
seu dia vai ser um tanto diferente, principalmente quando o alguém é amigo.
domingo, 5 de julho de 2009
diálogo interno
- mas... vazio de vazio, sem nada dentro?
- é. me sinto vazio. perdido. frio. sem destino.
- mas ontem você não estava assim, estava?
- não. não estava. hmmm. ou estava? não interessa. mas, e agora?
- deita. feche os olhos. sonha. acorda. e não vai mais estar assim. ou vai. não se preocupa. existem os momentos. o tempo.
- ah, é! ei, ei. pode me escutar? eu já sei. aquilo. é aquilo. por isso estou assim. vazio.
- sabia!!! complete-se, então. ou! não. jogue fora. é. vá em frente. você pode. eu se que pode. agora deite. feche os olhos. sonhe... amanhã vai ser tudo diferente. você vai ver!
comecei uma viagem, estou ampliando minha consciência, estou agindo de acordo com a minha sintonia... a qual pertenço. mais do que ter que ser encontrado, é ter que ser encontrado e sentido.
eu, vazio.
- é. me sinto vazio. perdido. frio. sem destino.
- mas ontem você não estava assim, estava?
- não. não estava. hmmm. ou estava? não interessa. mas, e agora?
- deita. feche os olhos. sonha. acorda. e não vai mais estar assim. ou vai. não se preocupa. existem os momentos. o tempo.
- ah, é! ei, ei. pode me escutar? eu já sei. aquilo. é aquilo. por isso estou assim. vazio.
- sabia!!! complete-se, então. ou! não. jogue fora. é. vá em frente. você pode. eu se que pode. agora deite. feche os olhos. sonhe... amanhã vai ser tudo diferente. você vai ver!
comecei uma viagem, estou ampliando minha consciência, estou agindo de acordo com a minha sintonia... a qual pertenço. mais do que ter que ser encontrado, é ter que ser encontrado e sentido.
eu, vazio.
sábado, 4 de julho de 2009
no meu cross fox...
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